Rise – A Ressureição

bloodhunter52

Nota: 3.0

A produtora Ghost House Pictures tornou-se famosa em 2004, com o lançamento do bom “O Grito”. Depois, foi responsável pelo lançamento de filmes como “O Pesadelo” (péssimo) e “Os Mensageiros” (que eu confesso ainda não ter visto, mas pretendo fazê-lo em breve, postando aqui), que acabaram não fazendo muito sucesso. Até que chega direto às locadoras este terrível (no mal sentido) “Rise – A Ressureição” (Rise: Blood Hunter, 2007), mais um ponto contra a produtora de filmes de terror, que já passa a ter a qualidade de seus filmes bastante discutida.´

A história é conduzida quase toda em flashback, partindo do ponto em que uma bela moça é seqüestrada e salva e, logo em seguida, liberta por sua própria seqüestradora. Isso coloca várias dúvidas e confusão na cabeça do espectador, o que mostra a necessidade de se fazer uma volta no tempo, para que os fatos que antecederam o seqüestro fossem devidamente explicados. E não é o recurso do flashback que prejudica o filme, pelo contrário, ele é até bem feito. O grande problema é que a história é fraca, previsível, não traz novidades ao gênero “vampiro”, é bastante monótona e lembra muito um jogo de videogame (dos ruins).

Sadie Black (Lucy Liu) é uma jornalista que consegue fazer sua sonhada matéria de capa do jornal onde trabalha. No entanto, o assunto é bastante polêmico: uma seita de pessoas que se alimentam de sangue e se denominam vampiros. A mesma seita é a principal suspeita pela morte da filha de um policial, o que leva Sadie a investigar mais a fundo a organização, o que a coloca sob a perseguição de seus membros. Quando ela é encontrada (o que não leva muito tempo), é assassinada, mas não “morre” exatamente, pois ela acorda no necrotério e se dá conta de que também se tornou uma vampira. Então, ela decide ir atrás de seus assassinos, buscando a vingança durante quase o filme inteiro. E Sadie não descansa até acabar com todos, um por um. Mas seu principal alvo é o líder da seita, Bishop (James D’Arcy), que foi o responsável pela sua transformação.

“Rise – A Ressureição” tem um roteiro completamente vazio. Não dá para entender o motivo pelo qual a história não consegue avançar, fica batendo na mesma tecla o tempo inteiro, o que pode levar o espectador a simplesmente desistir de ver o filme, o que é uma boa opção para os que insistem em tentar assistir a esta bomba. A monotonia também incomoda bastante, já que nada de especial acontece durante o desenrolar dos fatos. Você sempre sabe o que vai acontecer na cena seguinte (quando alguma coisa realmente acontece), tamanha é a previsibilidade do longa. Realmente incomoda saber que foi gasto dinheiro para fazer um filme como esse.

Mas, como em quase todo filme, nem tudo é tão ruim em “Rise – A Ressureição”. A atuação de Lucy Liu é o ponto forte da trama, com uma atuação esforçada. Ela só não tem um grande destaque em virtude da fraqueza do roteiro, cujas cenas são banais a ponto de não exigirem praticamente nada de seus atores. Outro que se esforçou bastante foi Michael Chiklis, interpretando o detetive Rawlings. Teve um pouco mais de sorte que Lucy Liu, pois suas cenas eram im pouco mais complicadas. O outro ponto forte do longa são as mortes, que são bem feitas e cheias de sangue.

O restante do elenco é bastante fraco. Eu, sinceramente, não consigo imaginar um bom filme de terror com um ator fraco interpretando o vilão, que é o que acontece neste “Rise – A Ressureição”. James D’Arcy não tem o menos talento para receber um papel desta importância, o que acaba comprometendo bastante o resultado final. A trilha sonora e a fotografia são fracas, deixando o filme bastante vazio e sem vida.

Eu esperava bem mais deste “Rise – A Ressureição”. Não porque a temática é nova nem por causa de uma história excelente, já que foram produzidos inúmeros bons filmes de vampiro. Mas eu esperava que Sebástian Gutiérrez conseguisse explorar melhor um tema já bastante explorado, de um jeito particular. Mas, infelizmente, o único sentimento que fica quando os créditos finais começam a subir é o de decepção. Não espere encontrar algo novo neste longa, pois você irá ter a mesma decepção que tive.


Por Danilo Henrique

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